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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Morte/Noite



Gustav Klimt (1862-1918), pintor austríaco, em Morte e vida
mostra-nos as três idades da vida e a morte à espreita.


Conforme Epicuro, a morte não existe para os vivos, e os mortos nada podem dizer sobre ela, pois não estão mais aqui.

Já o poeta Manuel Bandeira, em "Consoada", ao comparar o dia e a noite à vida e à morte, diz que se o dia for bom, se tiver sido bem aproveitado, bem vivido, então ela pode descer. O célebre poeta ainda diz que se o campo estiver lavrado e a casa estiver limpa, só resta morrer.

É certo que a morte é indesejada e que chegará, as reações podem ser antagônicas: de temor ou/e aceitação, porém é certo que ela virá!

Me consolo ao encontrar guarida nas palavras de Heidegger, que me permitem entender que a existência autêntica supõe a aceitação da angústia e o reconhecimento de sua finitude.

Então, misturando as ideias do poeta brasileiro com as do pensador  alemão é possível uma maior elucubração no assunto...

Boa reflexão!

Mauro Feijó

sábado, 28 de junho de 2014

Paulo Freire hoje

Neste ano celebramos os 50 anos de uma experiência educacional que marcou a vida de um grande brasileiro, e que se tornou um marco da educação mundial. Trata-se da experiência de alfabetização de adultos de Paulo Freire em Angicos, no Rio Grande do Norte, em 1963. A cidade não é apenas um símbolo da luta contra o analfabetismo, é um marco em favor da universalização da educação em todos os graus que começa na primeira infância. É bom lembrar que um dos primeiros escritos dele foi sobre a “escola primária”, que data de 1960.

Em 2012, Paulo Freire tornou-se Patrono da Educação Brasileira. Neste pequeno artigo, gostaria de fazer a defesa dessa justa homenagem, lembrando um pouco de sua trajetória, começando por Angicos.

O projeto político-pedagógico de Paulo Freire foi fundamentalmente um repensar da própria educação, em geral, e da educação pública, em particular, como uma contribuição para a constituição da democracia e da cidadania. O experimento de Angicos era apenas o primeiro passo do Programa Nacional de Alfabetização que – criado em janeiro de 1964 no governo de João Goulart e extinto pelo golpe civil-militar naquele mesmo ano – visava à eliminação do analfabetismo no Brasil. Angicos foi um projeto de cultura popular que imaginou e concebeu uma nova pedagogia e uma nova educação para uma sociedade democrática com justiça social.

Futebol e cidadania

É mais importante ser cidadão do que torcedor. Por isso é lastimável que o Brasil já tenha perdido a Copa de 2014 para ele mesmo


Que o futebol é gostoso de jogar e assistir é afirmativa com a qual deve concordar a grande maioria, talvez a totalidade, dos leitores deste artigo. Mas essa paixão pelo jogo não deve inibir o espírito crítico em relação ao uso que lhe dão muitos políticos, dirigentes e jornalistas. Por exemplo, por interesses diversos eles celebram a Copa do Mundo que vai começar no Brasil em junho e que -simplesmente – e agora o leitor talvez discorde do autor deste texto – não deveria acontecer, ou ao menos não deveria acontecer do jeito que ela foi e está sendo organizada.

Para começo de conversa, sejamos claro, ao contrário do que diz certo discurso patrioteiro, sediar a Copa do Mundo de 2014 não deve ser motivo de orgulho nacional. Depois da Copa de 2002 na Ásia (Coreia-Japão), a seguinte na Europa (Alemanha), a última na África (África do Sul), a de 2014 pelo princípio de rodízio de continentes, que foi estabelecido desde 1930, precisaria acontecer na América. Ora, nenhum -país do continente se dispôs a receber, financiar e organizar o evento. A não ser o Brasil. Por quê? Responder com a paixão nacional pelo futebol seria muito simplista.

Na verdade, confluíram os interesses políticos de dois personagens que, para pôr em prática seus projetos pessoais, manipularam o previsível entusiasmo da população. O então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, viu numa Copa bem realizada (do ponto de vista da Fifa…) o trampolim definitivo para assumir a presidência da entidade internacional nas eleições de 2015. O então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, viu na Copa dois benefícios, em termos amplos mais um instrumento do seu populismo, em termos específicos uma manobra para desviar a atenção da opinião pública e da imprensa do escândalo da compra de votos no Congresso. Não por mera coincidência, apenas dois meses depois de descoberto o chamado Mensalão, o Brasil se propôs como sede para 2014, prometendo a construção de vários novos estádios. Todos eles, garantiu então o governo, sem dinheiro público.

Filosofia e seitas: uma reflexão útil

Uma das polêmicas mais acirradas que circulam hoje sobre o significado de palavras em geral gravita em torno da palavra “seita”. Proveniente do latim sequire , "seguir", normalmente trata, em uso corrente, de ideologias divergentes da oficial e com tendência ao isolamento social. Em extremo, podem se referir a grupos que cultivam excessiva devoção e obediência a um líder, de quem são “seguidores”, com uso de técnicas de persuasão opressivas ou manipuladoras.

Como mesmo estes adjetivos são todos muito cheios de matizes, ao nos prolongarmos neste assunto, cairíamos num sem-fim de etimologias e conceitos discutíveis, mas não é este o nosso objetivo. É preciso perceber o que propõem, não as “filosofias”, pois é outro escorregadio conceito, uma vez que todo conjunto de ideias, homogêneo e coerente ou não, se intitula desta maneira, mas a Filosofia, tradicional e clássica, com a proposta que a trouxe à vida, e se isso se assemelha em alguma medida às chamadas “seitas’.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Caminho novo

Num dia desses em conversa com um colega de trabalho, trocávamos ideias sobre o seu trabalho de pesquisa de conclusão de curso. Meu colega manifestava algumas dúvidas sobre como elaborar o seu projeto de pesquisa. Ele já havia recebido algumas dicas de seu professor orientador, das quais uma delas era pesquisar numa área segura e já bem explorada no meio acadêmico, isto é, um caminho já pavimentado.

De outra banda, sugeri um caminho que fosse desconhecido, algo a ser pavimentado. Dentro dessa perspectiva, o trabalho passa a ter sentido, a pessoa ao invés de reproduzir precisará criar, terá que se movimentar para conhecer aquilo que ainda não conhece.

Se pesquisar é buscar conhecer, significar e compreender todas as nuances do problema, desde uma simples ação até algo mais sofisticado e complexo, então não tem muito sentido caminhar num chão já pavimentado por onde vários já passaram.

Pelo mistério da mente humana meu colega deverá procurar através de pesquisa, observação, vivência e situações diversas, respostas para sua inquietação acadêmica. Oxalá consiga fazer isso com aprendizagens significativas que lhe possibilitem pavimentar seu próprio chão.

Mauro Feijó


Só se dispõe a trabalhar quem aceita o contexto onde o trabalho precisa ser feito

Um desejo de qualquer trabalhador é poder executar suas funções num lugar que ofereça a ele, as condições necessárias para o seu trabalho ser bem feito. Para mais clareza exemplifico: o professor deseja trabalhar numa escola bem organizada, que lhe ofereça todas as condições para o desenvolvimento de seu trabalho. Caso a escola não tenha essas condições, então o professor não terá a motivação necessária para desenvolver o seu mister. Penso que seja mais ou menos assim que acontece em qualquer área de trabalho.

A pessoa precisa fazer um esforço sincero para assimilar à realidade onde atua, quando as suas condições de trabalho não forem as mais favoráveis. O fato do lugar em que a pessoa trabalha não oferecer as condições necessárias para um pleno desenvolvimento do seu trabalho, não determina que o mesmo não seja bem feito, senão vejamos: aceitar as condições inadequadas da realidade em que se está trabalhando ou até mesmo a falta de estrutura necessária deste lugar ajuda a pessoa a ser criativa, a pensar fora do lugar comum.

Só se dispõe a trabalhar quem aceita o trabalho proposto por aquela realidade. Senão, é melhor a pessoa ir fazer outra coisa. Portanto, aceitar a realidade como ela é e o desafio de poder modificá-la, é condição para o trabalho ser efetivamente executado. Se tal realidade estiver bem organizada e estruturada, qualquer pessoa conhecedora do trabalho a ser feito poderá executá-lo. Agora, quando a realidade estiver desordenada e sem a estrutura devida, a pessoa precisará criar novos caminhos, diferente dos caminhos habituais que todos conhecem. Nessa realidade sem estrutura, fragmentada, incompreensível no primeiro momento, está o desafio. Nessa ocasião, o trabalho terá que ser uma resposta inventada. Aceitar o desafio dessa realidade significa pensar fora do lugar comum. Não aceitar esse desafio significa não se mover da sua zona de conforto, porque como disse a dramaturga brasileira Hilda Hilst "tu não te moves de ti".

Mauro Feijó

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O professor e sua contribuição para um mundo humanizado

Diante da realidade que vivemos no mundo atual, é preciso encontrar caminhos para se dar um salto na qualidade da educação em todos os níveis de ensino.
Quando se observa a divulgação feita pelos meios de comunicação e tantas informações obtidas por muitas pessoas, que, diretamente estão envolvidas no processo educacional, identificam-se inúmeros problemas que vêm se desencadeando nas instituições escolares.
Como professores, devemos ter consciência da nossa responsabilidade para ajudar a minimizar a situação e, gradativamente, sair dessa crise. Sabe-se que novas mentalidades, novas posturas, iniciativas, muito empenho e decisão é que poderão construir uma sociedade diferente, humanizada e ética. E é exatamente no desenvolver da educação sistemática que poderemos promover uma “revolução” de mentes e de atitudes, na perspectiva de um mundo melhor. Afinal, a pessoa humana é o centro da educação: a vida do ser humano em sua totalidade está envolvida, inevitavelmente, na educação.
Precisamos, pois, dar mostras de que integramos uma classe profissional que contribui, sobremaneira, para a transformação da sociedade, tornando os cidadãos mais capacitados e eticamente atuantes. Oportuno se faz a afirmação do Prof. Flávio Moreira (UFRJ), quando reflete sobre as ideias de Henry Giroux: “os professores devem se assumir como intelectuais transformadores, aqueles capazes de trabalhar com grupos que se propõem a resistir às intenções de opressão e dominação presentes na escola e na sociedade e a participar de uma luta coletiva por emancipação”, ou seja: tomar decisões a partir de uma visão progressista de educação, ter abertura para examinar os tipos de atividades que vêm sendo desenvolvidas, identificar as “mesmices”, observar os mais diversos problemas que afetam o universo escolar, batalhar por inovações, superando gradativamente as verticalidades, para, então, ousar a implementação de mudanças a nível qualitativo no âmbito socioeducacional e político.
Assim, nas atividades pedagógico-científicas, é necessário que o professor recorra à observação criteriosa, para que, de forma analítica, promova o exame detido da situação real. Cabe a ele a função de aprendizagem do aluno, com afinco, dedicação, sistematicidade, continuidade e persistência, de tal modo que, paulatinamente, os alunos passem a ter autonomia, saibam conquistar o conhecimento, tornando-se construtores e produtores do mesmo, numa busca incessante de aprofundamento do saber, aprimorando cada vez mais o seu papel de sujeito atuante nas escolas. Quanto mais nos dedicarmos à nossa valiosa profissão, mais realizados seremos como professores e, melhores contribuições daremos às exigências socioculturais e políticas do mundo atual.

Profª. Elza Maria Cruz Brito - educadora de professores no Maranhão

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Seremos uma célula cancerígena a ser extirpada?

Há negacionistas da Shoah (eliminação de milhões de judeus nos campos nazistas de extermínio) e há negacionistas das mudanças climáticas da Terra. Os primeiros recebem o desdém de toda a humanidade. Os segundos, que até há pouco sorriam cinicamente, agora veem dia a dia suas convicções sendo refutadas pelos fatos inegáveis. Só se mantém coagindo cientistas para não dizerem tudo o que sabem como foi denunciado por diferentes e sérios meios alternativos de comunição. É a razão ensandecida que busca a acumulação de riqueza sem qualquer outra consideração.


Foto: Reproducción

Em tempos recentes temos conhecido eventos extremos da maior gravidade: Katrina e Sandy nos USA, tufões terríveis no Paquistão e em Bangladesh, o tsunami no Sudeste da Ásia e o tufão no Japão que perigosamente danificou as usinas nucleares em Fukushima e ultimamente o avassalador tufão Haiyan nas Filipinas com milhares de vítimas.