FILOSOFIAS Et cetera

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Escolha a língua

sábado, 12 de outubro de 2013

As palavrinhas "mágicas"

Atualmente temos pensado, refletido e perguntado: - o que tem acontecido com a civilidade e as boas maneiras sociais? Por que a sociedade está tão negligente com as ações de sociabilidades?
Por quê?
Será o ritmo acelerado em que vivemos que não tem dado tempo e nem espaço à aplicabilidade de boas maneiras ou é por que a disputa, a competição, o crescimento da ilegalidade e a corrupção tem favorecido o esquecimento ou a não aquisição das regras sociais básicas?
Será que não há mais lugar para as delicadezas e gentilezas? Será que as palavrinhas mágicas (desculpa, por favor, com licença, obrigado) já não fazem mais efeito? Ou será porque, enquanto pais, mães e professores não somos mais ídolos das nossas crianças? Quais os modelos que elas estão seguindo? Onde erramos? Por que erramos?
Vamos investigar ou ficar de braços cruzados sem fazer nada enquanto dia a dia presenciamos a decadência dos valores humanos - a violência e a formação de cidadãos sem amor e respeito por si mesmo e pelo próximo?
Não! Mil vezes Não!
Então? Vamos pensar juntos?
Como e quando ensinar boas maneiras às crianças?
Não é necessário sermos especialistas neste assunto para chegarmos ao entendimento e percebermos que o melhor e o mais curto caminho para se ensinar as boas maneiras interpessoais e sociais às crianças é através do exemplo dos adultos, principalmente no ambiente familiar. Porque, quando pequenas, elas aprendem por imitação e a família é o primeiro e mais forte grupo social onde elas permanecem por mais tempo.
Portanto, dar bons exemplos é transmitir uma mensagem não verbalizada, mas que é fundamental na construção de virtudes, isto é, a tomada de consciência para a prática de boa conduta e, consequentemente, a promoção de uma harmoniosa convivência que tornam as pessoas mais felizes.
O segundo grupo social no qual a criança está inserida é a escola - espaço de confiança destinada à educação sistematizada, ou seja, a transmissão do conhecimento científico, mas que também apresenta e dinamiza a importância dos valores humanos em sua proposta de ação pedagógica. Haja vista que, a escola e a educação são privilégios da espécie humana, porque ninguém nasce biologicamente educado.
E atualmente fazer educação tem sido um desafio constante para os agentes do ensino. Contudo, as habilidades e competências de pensar, raciocinar, escrever e falar são instrumentos que favorecem a comunicação e a divulgação desse ideal. E, para alcançá-lo é necessário estabelecer uma parceria entre a família e a escola priorizando o bem estar físico, moral, social, emocional, psicológico e intelectual da criança, porque, o nosso compromisso e nossa ética profissional é fundamentada na respeitabilidade e no reconhecimento pela educação humanizadora que prestamos.
Vamos ter ATITUDE porque o tempo existe. Ele está sempre PRESENTE em nossos exemplos.

Corina Decco

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Vida em três tempos...

Você costuma de vez em quando pensar no tempo, ou melhor, como o tempo é ocupado na sua vida? Se esse tempo é bem ou mal aproveitado? Se as coisas feitas enquanto ele transcorre, se elas são significativas? Enfim, como você vive e ocupa o tempo que insiste em não parar?

Tenho pensado sobre isso com certa inquietação, senão vejamos: num dia que tem 24 horas, uso em média 8 horas para dormir e 8 horas para trabalhar. Sobram 8 horas para todo o resto: cuidar de mim, das pessoas que gosto, fazer compras, ir ao banco, ir ao médico, passear, entre outras necessidades.

E daí me dou conta que esta divisão do tempo em minha vida, e da vida de muita gente, não está correta, nem sequer parece justa. A utilização de 2/3 do tempo do dia para dormir e trabalhar, e apenas 1/3 para todo o resto é uma divisão inadequada, na minha opinião.

Mauro Feijó

sábado, 28 de setembro de 2013

Além de só viver

Você conhece o seu papel dentro do meio em que vive? Dentro das relações pessoais e profissionais que estabelece? Não é possível viver com qualidade e tranquilidade se as respostas para essas perguntas forem negativas. Não podemos ignorar que temos a obrigação de significar nossa vida durante toda a existência.

E para aqueles que já conhecem o seu papel, não basta apenas saber, mas vivenciá-lo da forma mais nobre possível, agindo em prol da autoestima e do respeito ao outro. Portanto, conhecer, querer e fazer algo importante da sua vida é receita certa de que estará enchendo de significado a sua existência.

Se essa vida veio de graça, sem mérito nenhum de quem a tem, e se a pessoa aprendeu a existir e manter-se vivo, então é hora de retribuir. A forma de retribuição se dá indo contra tudo aquilo que destrói a vida, sua e dos outros. É preciso colocar a vida à disposição da vida, sua e dos outros. Combater com todas as forças tudo aquilo que aniquila, que avilta a vida, sua e dos outros.

Mauro Feijó

sábado, 14 de setembro de 2013

Identidade

Dias atrás, em uma reunião em que eu participava juntamente com diretores, professores e outros profissionais, discutindo sobre o comportamento de um adolescente dentro da escola e de algumas atitudes bem específicas do mesmo, eu disse a seguinte frase: quando o rio é muito violento, se alargarmos a distância entre as margens, logo ficará mais calmo...

Cada pessoa tem sua identidade, quando sufocada e presa, é certo que vai gritar. Esse grito tem um objetivo: clamar pelo reconhecimento da sua própria identidade.

Pertence a qualquer pessoa descobrir o seu eu no mundo, seu lugar no tempo e no espaço da história. E quando a pessoa não tem ou perdeu algumas das condições necessárias (por exemplo: a família) para essa busca, tanto mais alto será o seu grito. A pessoa precisa enxergar a imagem de sua subjetividade para descobrir-se para si mesma. Depois disso poderá habitar um mundo possível portando sua identidade.

Mauro Feijó

Autopunição e autorrecompensação

Tomar água para acabar com a sede é um comportamento desencadeado por uma motivação clara. Outros comportamentos, contudo, não possuem tal transparência para explicar o que os motivou. Agressão descontrolada advinda do conflito originado entre o ser primitivo que ainda somos e o controle social, por exemplo, demonstra a existência da inconsciência na psicologia humana.

Logo, em razão do controle civilizatório que a sociedade impõe aos seus, carrega-se no ensino das regras que regulam o convívio. (É oportuno lembrar que muitos buscam o apreço social e, portanto, se submetem melhor aos limites sociais por causa dessa dependência.) Na infância, a fiscalização é feita de fora para dentro através do ensino, reprimendas e castigos e, com o tempo, tal fiscalização tende a se introjetar e alcançar, de dentro para fora, o autocontrole. Mais: o biólogo evolucionista Marc Hauser, da Universidade de Harvard, publicou recentemente a pesquisa na qual afirma que o cérebro possui um mecanismo geneticamente determinado para adquirir regras morais. Não obstante, a demasiada carga do que se aprendeu sobre as regras de convivência pode promover um conflito bastante peculiar entre essa aprendizagem e um dado comportamento contraditório.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Ando cansado...

Ando cansado de ouvir de colegas professores que em seu tempo de estudante não era assim, que os alunos de hoje não sabem nada, que toda a estrutura educacional está montada para a aprovação, que eles professores não podem mais nada e que os alunos podem tudo. Nossa! Que pobreza de pensamento, isso é profundamente lamentável. Se existem problemas na educação atual, e é certo que existem, um deles é o fato de existir vários profissionais pensando dessa forma.

A escola é um lugar privilegiado, fértil e generoso nas manifestações de inteligências, de cultura e protagonismo entre crianças e adolescentes. Só que os professores precisam saber o que fazer com isso. E se fizerem da forma como fizeram com eles quando alunos, daí, "para o mundo" que não tem mais jeito. A mudança de olhar dos professores é imperativa em relação aos seus alunos. Cada aluno possui algumas ou várias potencialidades em determinadas áreas. O maior compromisso da educação é valorizar essa situação de forma competente e assim oferecer aos alunos a oportunidade de arriscar em novos projetos para as suas vidas.


Mauro Feijó

sábado, 7 de setembro de 2013

Namoro... aula 35

Tem seis semanas que estou namorando, é meu primeiro namoro. Fui na casa dela, ela me apresentou aos seus pais e irmãos. Eu também a levei na minha casa para apresentá-la à minha família. Por isso, digo que estou namorando pela primeira vez. Antes só "ficava", trocava alguns beijos e abraços e deu.
Só que eu pensava que namorar fosse algo melhor do que está sendo, pois antes eu me sentia livre, não precisava ficar dando satisfações o tempo todo. Minha namorada não gosta que eu saia com os meus amigos, briga quando vou jogar bola, enfim, está sempre fazendo cobranças. E ainda é ciumenta demais, fez eu apagar todos os contatos de amigas que eu tinha no celular. As vezes quando estamos na rua, em qualquer situação, do nada ela fala que estou olhando para alguma menina. Tá chato assim!

Dica:

Professor!

Em época de "ficar", seria muito interessante poder falar sobre o namoro e tudo aquilo que ele envolve: confiança, ciúmes, traição... Os alunos vão gostar do assunto.

Mauro Feijó


A rua - aula 34

Eu vi no jornal uma notícia trágica que ocorreu na minha cidade, em determinado lugar, em determinada rua. Antes da notícia eu já sabia dos perigos existentes naquela rua, a saber: na segunda esquina tem uma boca-de-fumo, jovens das mais diversas idades e diferentes classes sociais fervilham no local, consumindo os mais variados tipos de droga. Antes da noite, as ditas profissionais do sexo já perambulam de um lado para o outro na busca de clientes.Um conhecido meu, que é taxista, me disse que ninguém respeita o trânsito na localidade, que os pedestres sempre levam a pior. Atropelamentos e desrespeito aos ciclistas é algo constante também, ainda mais por ser uma rua muito movimentada.
No final de semana retrasado houve dois assassinatos na saída de um bailão situado na quarta quadra da referida rua. Realmente é uma rua muito conhecida e famosa pela violência que ocorre nela, já é considerada um reduto de violência na cidade. Essa rua eu conheço bem, é a rua onde moro.

Dica:

Professor!

Muitas vezes ignoramos a realidade do aluno. Só que a mesma vai para a escola junto com ele e, não tem como ser diferente. Por isso, conhecer as adjacências e o entorno da escola é algo que pode contribuir muito no fazer pedagógico. Pense nisso!

Mauro Feijó