FILOSOFIAS Et cetera

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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Cada um faz sua parte - aula 32

Muitas árvores foram cortadas, vários rios foram poluídos, buracos na camada de ozônio é uma realidade, o ar que respiramos está longe de ser saudável, enfim, sofremos pela irresponsabilidade de outras gerações. Só que não adianta ficar chorando o leite derramado e nada fazer. Se as gerações que passaram não sabiam ou se sabiam, acabaram mesmo assim maltratando o planeta, quanto a isso nada mais pode ser feito.
Como entendemos diferente do que as gerações passadas entendiam, cabe a nós a implementação de um novo estilo de vida, a partir de uma nova consciência, onde nossa relação com a natureza não seja de exploração e mau uso, mas sim, de compartilhamento e uso responsável dos recursos naturais, a tal sustentabilidade. Cuidar bem da natureza significa cuidar bem das pessoas.

Dica:

Professor!

Apenas se justificar diante de uma realidade que está posta significa frear nosso potencial em fazer algo de bom que precisa ser feito. Não há justificativa para não fazer o necessário, ainda mais quando um colapso planetário está iminente.

Mauro Feijó.

Só no presente - aula 31

Têm momentos que fico pensando a realidade e me dou conta que para certos conceitos não existe passado e nem futuro (pelo menos não no pensamento), me refiro a uma eternização do presente. Colocaria dentro dessa ideia, por exemplo, os conceitos amizade, altruísmo, solidariedade, amor, e alguns outros sentimentos. A própria relação da pessoa com a natureza, para falar de algo mais palpável, pode ser outro exemplo.
Claro que essa ideia de eternização só cabe dentro da consciência, pois leva em consideração o aqui, agora. Na verdade seria uma prolongamento, uma dilatação ou esticamento desses conceitos dentro do aqui, agora. Por isso, quanto maior for o aqui, agora em relação aos conceitos referidos, menos pequenos seremos como pessoas.

Dica:

Professor!

O texto é meio complexo. Mas serve para pensar que os sentimentos nobres estão sendo ou já foram banalizados, pelo menos alguns deles, na atual sociedade. O texto provoca e aponta para uma necessidade de resgate e revitalização de sentimentos já muito desgastados.

Mauro Feijó

Pensamento - aula 30

Você costuma pensar sobre o seu próprio pensamento? Alguma vez já fizeste esse exercício? Já pensou se seu intelecto é capaz de inventar ideias sozinho? Ou, se para algo ser pensado é necessário que haja uma experiência antes, para que o cérebro tenha conteúdo para pensar?
Perguntando de outra forma: para haver conhecimento é necessário que passe pelos sentidos antes? Ou o pensamento simplesmente surge no intelecto do nada?
Se você já pensou sobre estas questões, então você fez o mesmo que John Locke, um grande filósofo inglês, que viveu no séc. XVII.

Dica:

Professor!

Não se ensina filosofia, até porque ela faz parte do cotidiano das pessoas, inclusive dos alunos. As pessoas simplesmente pensam, logo filosofam.

Mauro Feijó

O que fazer com isso - aula 29

Alguém na aula de matemática perguntou ao professor por que aprender aquilo? Onde utilizar tal teoria?
O professor com muita calma e atenção, aliás, esse é o jeito que ele sempre trata a todos, respondeu ao colega, dizendo: obrigado por perguntar, isto me dá a oportunidade de dizer para toda a turma, que apenas teorizar não é suficiente, é preciso passar disso, ir além. Se faz necessário partir da vida concreta e a ela voltar para transformá-la. Portanto, se tiverem um pouco de paciência, vou mostrar a vocês como aplicar na vida as teorias que estão aprendendo.
E ainda, como dizia o grande pensador Paulo Freire, nós precisamos de teoria, mas de uma teoria que implica uma inserção na realidade, num contato analítico com o existente, para comprová-lo e vivê-lo plenamente.


Dica:

Professor!

Se não levarmos para a sala de aula conteúdos significativos, que estejam contextualizados na vida dos alunos, eles terão muita dificuldade para relacioná-los à realidade e, consequentemente, para aprender.

Mauro Feijó

A goiabeira - aula 28

No quintal da minha casa tinha uma robusta goiabeira, que todos os anos nos presenteava com muitos frutos, goiabas graúdas e deliciosas.
Numa manhã, para surpresa de todos, a goiabeira amanheceu caída, como se tivesse sido arrancada do chão por uma grande força. Com a queda da goiabeira houve as mais diversas explicações para justificar o ocorrido, senão vejamos: minha avó foi a primeira a dizer que aquilo tinha sido "olho-grande" do vizinho, que vivia cobiçando ter uma árvore como aquela no seu quintal; já minha mãe alegou ser castigo de Deus, pois no dia anterior alguns meninos pediram algumas goiabas para comer, e ninguém deu a eles; meu pai argumentou que a árvore tinha mais frutos de um lado do que do outro e por isso adernou e caiu; meu irmão, conhecido por suas teses bem originais, falou que o chão era muito fofo e que aquele tipo de árvore não tinha raízes profundas (me pareceu um argumento razoável).
Sugeri a todos que fizéssemos uma investigação bem detalhada, daí iríamos descobrir.

Dica:

Professor!

Senso comum, conhecimento empírico, conhecimento filosófico, conhecimento científico, bem como as diversas crenças que movimentam as pessoas na realidade, são assuntos necessários na construção do conhecimento.

Mauro Feijó

Destino - aula 27

Meu amigo João me disse que todos da família dele acreditam em destino, que tudo aquilo que acontece na vida das pessoas, já está predeterminado, isto é, somente poderá ser daquele jeito e não de outro.
Fiquei com a impressão de já ter lido alguma coisa sobre isso quando estudei nas aulas de História, a Reforma e a Contra-reforma, Calvinismo ou Anglicanismo, sei lá, foi numa aula dessas.
João falou dessas coisas com tanta convicção, me deu vários exemplos, que quase me convenceu. Confesso que as vezes quando penso sobre o assunto, até considero essa possibilidade.
Muito interessante pensar, que se tudo o que acontece tivesse que ser do jeito que acontece e não de outro modo, como ficaria a questão da liberdade?

Dica:

Professor!

O texto aborda uma inquietação filosófica. Pensar na possibilidade da existência do destino implica em pensar também sobre a liberdade. Só a temática da liberdade já é pano para muita manga. Pensar sobre tais assuntos é algo muito pertinente no campo filosófico.

Mauro Feijó

To me sentindo diferente - aula 26

A adolescência é uma fase muito estranha no que se refere às transformações físicas sofridas pelo corpo.
Parece que foi ontem quando olhei no espelho e vi meu rosto cheio de espinhas, além de muitas, eram grandes e doloridas. Meu rosto ficava deformado, parecia ter sido atacado por um enxame de abelhas. E os pelos que começavam a aparecer em todos os lugares do corpo, tudo isso era muito esquisito e meio constrangedor, pois não sabia direito se era normal ou não. Lembro que barba e bigode eu aguardava com ansiedade, mas esses demoram mais para se mostrar.
Naquela época aprendi até sobre ginecomastia, isto é, o aumento no tamanho dos mamilos, puxa, até isso me aconteceu. Menos mal que depois de algum tempo eles retornavam ao tamanho normal. E os odores diferentes que surgiam, os adultos diziam que era por causa dos hormônios, vai saber. O suor também aumentava. Sem falar que eu me achava todo desengonçado. Realmente era uma fase estranha.

Dica:

Professor!

A adolescência é realmente uma fase intrigante, um período de inseguranças e de descobertas diversas. Caro professor, converse e oriente seu aluno sobre esta fase. Talvez ele só venha a saber de certas coisas deste período de desenvolvimento da vida, se a escola oferecer a ele.

Mauro Feijó

Noite trágica - aula 25

Eram mais ou menos 20 horas de uma noite fria e chuvosa de inverno. O lugar era um colégio interno em uma cidade do interior gaúcho. Brincávamos eu e mais quatro colegas. A brincadeira era de se esconder...
Dois colegas resolveram se esconder no sótão do prédio, e um deles teve a imprudente ideia de sair para o telhado, que era de zinco e estava todo molhado da chuva e por isso perigoso. Mesmo assim meu colega Edson resolveu sair e arriscar-se lá fora. Junto com ele estava Lucas. Assim que Edson colocou os pés no telhado, o pior aconteceu, ele escorregou e caiu de uma altura de 40 metros. Lucas que estava atrás, e que não conseguiu segurar o amigo, entrou em desespero. Edson morreu na hora, não houve tempo de socorrê-lo.
Lucas, descontrolado por não conseguir segurar o amigo, saiu correndo sem rumo e só foi encontrado 48 horas depois, caído em uma vala, à uma distância de 40 km do local da tragédia.
As horas seguintes ao trágico acontecimento foram horríveis, pois um colega estava morto e o outro desaparecido.
A comoção tomou conta de todos na pequena cidade onde ficava o colégio. E ainda era necessário que alguém comunicasse a família do amigo falecido, bem como a família do amigo sumido. Nossa! Que noite horrorosa foi aquela!

Dica:

Professor!

Os eventos trágicos fazem parte da vida de todos nós. Falar sobre isso, levar para a sala de aula assuntos como a morte, acidentes diversos, entre outros, sevem de ajuda para enfrentamento das adversidades existenciais.

Mauro Feijó