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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Crianças diferentes



6 casos de crianças que foram criadas por animais.

1. Oxana Malaya , a "garota cadela" ucraniana.

Data que foi encontrada: 1991
Idaçãode que foi encontrada : 8
Localiza: Blagoveshchenka , Ucrânia
Anos no estado selvagem : 5
Animais: cães


Não é um caso de criança confinada , mas sim uma negligenciada, Oxana Malaya passou grande parte da sua infância entre as idades de 3 e 8 vivendo em um canil no quintal da casa da família em Novaya Blagoveschenka , da Ucrânia, embora tenha passado algum tempo na casa com os pais alcoólicos e negligentes.Os pais alcoólicos de Oxana não puderam cuidar dela, e aos três anos de idade, ela foi exilada de sua casa. Eles moravam em uma área pobre, onde havia cães selvagens perambulando pelas ruas. Ela se refugiou em um barracão habitado por estes cães atrás de sua casa. Ela foi criada por eles e aprendeu seus comportamentos e maneirismos. O vínculo com a matilha de cães era tão forte que as autoridades que vieram para salvá-la foram expulsas na primeira tentativa pelos cães. Suas ações eram iguais aos sons de seus cuidadores. Ela rosnou , latiu , andou por todos os lados como um cão selvagem, cheirou a comida antes de comer , e foi encontrado nela sentidos extremamente aguçados de audição, olfato e visão. Ela só sabia dizer "sim" e "não" quando ela foi resgatada. Quando foi descoberta, Oxana achou difícil de adquirir habilidades sociais e emocionais humanas . Ela tinha sido privada de estimulação intelectual e social, e seu único apoio emocional veio dos cães que ela vivia. Quando foi encontrada em 1991, mal conseguia falar.
A partir de 2010, com a idade de 26 anos, Oxana reside em um lar para deficientes mentais, onde ela ajuda a cuidar das vacas na fazenda da clínica. Ela manifestou que é mais feliz quando está entre os cães.
2. Sanichar Dina, o Menino Lobo da Índia 

 


Ano em que foi encontrado: 1867
Idade quando foi encontrado: 6
Localização: Sekandra, Índia
Anos no estado selvagem: 6
Animais criadores: lobos


Dina Sanichar, um dos meninos que viviam no orfanato Sekandra, foi removido de uma caverna com lobos, em 1867, quando tinha aproximadamente seis anos de idade. Dina Sanichar foi descoberto quando os caçadores na selva de Bulandshahr ficaram surpresos ao ver um menino seguindo um lobo em sua toca. Inicialmente, ele apresentou todos os hábitos de um animal selvagem, rasgando as roupas e comendo comida do chão. Ele acabou sendo desmamado sendo alimentado com cozidos de carne crua, mas nunca aprendeu a falar. Ele aparentemente se tornara viciado em tabaco. Dina Sanichar morreu em 1885.

3. Daniel, O Menino Cabra dos Andes




Ano em que foi encontrado: 1990
Idade quando foi encontrado: 12
Localização: Andes, Peru
Anos no estado selvagem: 8
Animais criadores: cabras

O menino cabra foi encontrada nos Andes, no Peru, em 1990, e foi dito ter sido criado por cabras durante oito anos. Supostamente ele sobreviveu bebendo seu leite e comendo raízes e frutos silvestres. Ao estar na natureza, ele desenvolveu as características selvagens. Ele caminha com todos os seus quatro membros; mãos e pés foram endurecidos devido à formação de cicatrizes que assumiram o papel de cascos. Ele era capaz de se comunicar com as cabras, porém não conseguia aprender a linguagem humana.
Após ser encontrado, foi investigado por uma equipe da Universidade do Kansas (The University of Kansas e Kansas State University) e chamado Daniel.
4. O Menino Gazela da Síria 





Ano em que foi encontrado: 1946
Idade em que foi encontrado: cerca de 10 anos
Localização: deserto da Síria
Anos no estado selvagem: 9
Animais criadores: gazelas

Um rapaz com idade em torno de 10 anos foi encontrado em meio a uma manada de gazelas no deserto da Síria, e só foi capturado com a ajuda de um jipe do exército iraquiano, porque ele poderia correr a velocidades de até 50 quilômetros por hora! Apesar de extremamente magro, ele era muito forte com verdadeiros músculos de aço. Ele foi capturado quando teve suas mãos e pés atados.

5. Bello, o menino chimpanzé da Nigéria




Ano em que foi encontrado: 1996
Idade em que foi encontrado: 2 anos
Localização: Nigéria
Anos no estado selvagem: 1
Animais criadores : chimpanzés

Bello, o menino chimpanzé da Nigéria foi encontrado em 1996, com cerca de dois anos. Deficiente físico e mental, ele provavelmente teria sido abandonado por seus pais com aproximadamente seis meses, uma prática comum com crianças portadoras de deficiência entre os Fulani, um povo nômade que habita na região oeste do Sahel Africano.
Acredita-se que foi adotado e criado por chimpanzés, Bello foi encontrado com uma família de chimpanzés na floresta Falgore, 150 km ao sul de Kano, na Nigéria setentrional. Quando a história chegou a algumas agências de notícias, seis anos depois, em 2002, Bello estava morando na casa Tudun Torrey Maliki em Kano.
Quando foi descoberto, Bello andava como um chimpanzé, usando as pernas, mas os braços arrastando no chão. Durante a noite ele saltava sobre as coisas, quebrava e jogava coisas no dormitório, perturbando as outras crianças. Seis anos mais tarde Bello ficou muito mais calmo, mas ainda pula como um chimpanzé, faz ruídos específicos de chimpanzés, e bate as mãos em concha sobre a cabeça repetidamente. Bello morreu em 2005.
6. O Menino Pássaro da Rússia



Ano em que foi encontrado: 2008
Idade quando foi encontrado: 7 anos
Localização: Volgograd - Rússia
Anos no estado selvagem: 7
Animais criadores : pássaros

Em 2008, foi encontrada uma criança de sete anos, que foi chamada de "menino-pássaro", que poderia se comunicar apenas piando depois que sua mãe o criou em um aviário. Autoridades disseram que a criança negligenciada foi encontrada vivendo em um minúsculo apartamento de dois quartos rodeados por dezenas de gaiolas com aves, alimentos e fezes de aves.
O chamado "menino-pássaro" não conseguia entender qualquer linguagem humana se comunicava piando e agitando os braços.
As autoridades russas dizem que a criança não foi fisicamente prejudicada, mas está sofrendo da síndrome de Mogli, em homenagem ao personagem do livro da selva criado por animais selvagens, e não podia exercer qualquer comunicação humana normal.
A Mãe do garoto assinou um termo de abdicação dos cuidados da criança depois que ele foi descoberto. Ele foi temporariamente transferido para um asilo, mas logo depois foi encaminhado para o centro de atendimento psicológico, de acordo com relatórios.

Fonte: http://www.tadebrinks.com

O livro de Toth


     No decorrer da história, alguns livros foram considerados malditos e “O Livro de Toth” foi considerado o ”pai” deles. Ele foi escrito por volta de 10000 a.C. com a autoria de Toth (uma personagem mitológico, mais deus do que homem que, pelos documentos encontrados, foi anterior ao Egito, onde no momento da sua fundação (Egito), os sacerdotes e faraós já possuíam o tal Livro.).
     Toth era considerado deus da sabedoria, da escrita, da aprendizagem, da magia e da medição do tempo, entre outros atributos. O seu livro revelava segredos dos mais variados mundos, e concedia poderes sobre a Terra, o oceano, os corpos celestes. Garantia ter o dom de interpretar as formas como os animais se comunicavam, além do poder de ressuscitar os mortos e de agir a distância.
     Existe a possibilidade desse livro ainda existir, mas se isso realmente for verdade ele está muito bem guardado, onde pouquíssimas pessoas têm acesso a ele. Muitos elaboram teorias conspiratórias para que os segredos desses livros como “O Livro de Toth”, continuem muito bem guardados a exemplo do descrito sobre “Os Homens de Preto” encontrados na obra de Jacques Bergier “Os Livros Malditos”.
     “... penso que esses homens vestidos de negro são tão antigos como a civilização. A meu ver, seu papel é impedir a difusão mais rápida do saber, difusão que conduziu à destruição de civilizações passadas...” (Jacques Bergier).

Fontes:

Livros proibidos pela igreja


 Em 1962, o Papa João XXIII, no Concílio Vaticano Segundo, aboliu o “Librorum Prohibitorum ou Index Expurgatorius” (“algumas literaturas dizem que foi abolida pelo Papa Paulo VI”), que significa "Índice dos Livros Proibidos" ou "Lista dos Livros Proibidos". Sua criação ocorreu no V Concílio de Latrão em 1515, confirmada no Concílio de Trento em 1546, com a primeira edição no ano de 1557, seguidas de mais 41 edições.
Essas listas consistiam em obras de cientistas, filósofos, enciclopedistas, romancistas ou poetas, que a Igreja declarava serem “obras perniciosas” que contradiziam a história e os dogmas da igreja, e que poderiam levar a corrupção de seus fiéis.

Algumas das obras contidas no Index:

Autor
Obra
Montesquieu
O Espírito das Leis
Montesquieu
Cartas Persas
Victor Hugo
Notre-Dame de Paris
Charles Darwin
A Origem das Espécies
La Fontaine
Contos e Novelas
Descartes
Meditações Metafísicas e outros 6 livros
Voltaire
Cartas filosóficas
Rousseau
Do Contrato Social
Sade
Justine
Sade
Juliette
Stendhal
O Vermelho e o Negro
Victor Hugo
Os Miseráveis
Alexandre Dumas (Pai e Filho)
Todas as Obras
Thomas Hobbes
Todas as Obras
David Hume
Todas as Obras
John Locke
Ensaio sobre o Entendimento Humano
Daniel Defoe
Todas as Obras
Spinoza
Todas as Obras Póstumas
Shakespeare
Hamlet
Shakespeare
Macbeth
Stephen King
Zona Morta
Mary Shelley
Frankenstein

Outros Autores Proibidos:

     Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Giordano Bruno, Nicolau Maquiavel, Erasmo de Roterdã, Baruch de Espinosa, Immanuel Kant, Emile Zola, Jean-Paul Sartre, Francis Bacon, Henri Bergson, etc..

Fontes:


Demônios


       Os demônios são anjos caídos, que foram banidos da presença de Deus e desde então vivem em exílio, afastados do reino celestial, habitando tanto o mundo terreno, quanto o mundo dos mortos.
     Demonologia é um estudo detalhado sobre a organização dos demônios, não é uma religião como satanismo. Os demônios principais são 12, e são referentes a cada mês do ano: Janeiro Belial, fevereiro Leviatã, março Satã (Satanás, Satan), abril Belphegor, maio Lúcifer, junho Baalberit, julho Belzebu, agosto Astorath, setembro Lilith, outubro Baal, novembro Asmodeu, dezembro Morloch.
     Lista com os demônios mais comuns, embora em alguns casos, um deus ou deusa de uma religião, possa ser considerado um demônio para outra; ou numa outra época ser considerado um demônio ou até seguidores deste, como é o caso das bruxas, mas ter uma outra visão na época atual. 

Exorcismo


    Em muitas culturas antigas como a babilônica e judaica, algumas doenças e catástrofes naturais eram atribuídas aos espíritos malignos, desta forma, para livrar as pessoas destes males que as afligiam era utilizado o exorcismo, que nada mais é, de acordo com a enciclopédia católica: “ato de expulsar, ou repelir, os demônios ou espíritos do mal de pessoas, lugares ou coisas, que acredita-se estarem possuídas ou infestadas por eles, ou propensos a se tornarem vítimas ou instrumentos de sua malignidade".

Há vários tipos de exorcismo na Igreja Católica
  • Exorcismo batismal - abençoar uma criança antes do batismo para purificá-la do mal, resultado do pecado original;
  • Exorcismo simples - abençoar um lugar ou objeto para livrá-lo da influência do mal;
  • Exorcismo real - realizar o Ritual do Exorcismo para livrar um ser humano da possessão diabólica.
Possessão

    Possessão é o estado ou condição em que o corpo e (ou) a mente de um indivíduo são supostamente possuídos ou dominados por uma entidade (um ser, força, ou divindade) que lhes é externa, ou que não se manifesta habitualmente nas atividades da vida diária.

Sinais de Possessão
  • Falar ou entender linguagens que a pessoa nunca aprendeu (diferente de "falar em línguas", que é considerado um sinal de êxtase religioso, não de possessão);
  • Saber (e revelar) coisas que a pessoa não tem como saber;
  • A pessoa adquire uma força além das capacidades humanas;
  • Uma violenta aversão a Deus, à Virgem Maria, à cruz e outras imagens da fé católica;
A Investigação

    Ela se inicia em um processo de eliminação, com perguntas bem claras: o paciente possui algum sinal de possessão? Existe alguma outra explicação para tal fato? Depois disso, o padre consulta um psiquiatra para averiguar a ocorrência de alguma doença mental, que possa corresponder com tais sintomas. O padre, também, pode consultar um perito paranormal aprovado pela Igreja para uma ajuda adicional. Outra possibilidade que o investigador deve considerar é a velha fraude. Depois de tudo isso, se o padre realmente estiver convencido de a única solução é o exorcismo, ele, então, encaminhará a notificação ao seu supervisor afirmando que o exorcismo está de acordo com as regras. E assim, a Igreja pode decidir sancionar um exorcismo oficial e indicar um exorcista para o caso. Geralmente o exorcista é o mesmo padre que fez a investigação, mas não se descarta a convocação de outro padre para realizar o ritual.
     As ocorrências de exorcismo para a Igreja Católica são raras, afirmam ocorrer uma a cada 5 mil anos.

O ritual

     Para realizar o ritual, o exorcista veste sua sobrepeliz e a estola roxa, faz recitações de orações, salmos e cânticos sagrados, borrifa água benta em todos na sala, coloca suas mãos no paciente, faz o sinal da cruz tanto em si como no paciente e toca o paciente com uma relíquia católica (geralmente um objeto associado a um santo).

Estágios do Exorcismo

     Esses estágios não são endossados pela Igreja, mas é encontrado na obra de Malachi Martin “Refém do demônio”.
  1. Presunção - o demônio esconde sua verdadeira identidade;
  2. Ponto fraco - o demônio se revela;
  3. Conflito - o exorcista e o demônio lutam pela alma do possuído;
  4. Expulsão - se o exorcista ganha a batalha, o demônio deixa o corpo do possuído;
Outros tipos de aproximações de espíritos malignos ou demônios
  • Encosto: O espírito fica próximo à pessoa, mas a influência é pequena;
  • Espírito opressivo: O espírito tem a capacidade de "vampirizar" a energia do indivíduo. Os efeitos são sentidos como um cansaço ou vontade de chorar que podem cessar de um momento para outro
  • Obsessão: O espírito consegue ficar de maneira tão dominante no corpo astral do indivíduo que pode até mesmo mudar o modo de falar e fazer coisas que normalmente não faria no dia-a-dia. Chega até mesmo a não reconhecer parentes e pessoas próximas de seu convívio. É bom frisar que aqui no Brasil de acordo com o espiritismo ou nas religiões afro-brasileiras como a umbanda e candomblé, existem os fenômenos de possessão de espíritos doutrinadores e iluminados, trazendo ao médium apenas benefícios;
  • Possessão demoníaca: espírito toma o corpo da pessoa, fazendo com que ocorram até fenômenos de "poltergeist" (conjunto de fenômenos produzidos espontaneamente, que consiste em ruídos e deslocamento de objetos, podendo ter duração indeterminada);
Exorcismo em outras religiões
  • Anglicanos: O demônio pode ser combatido em orações, hinos e leituras da Bíblia, mas não existe uma cerimônia específica. Os casos de exorcismo são muito raros. Quando ocorrem, o possuído é "tratado" num grupo de orações, que lhe recomenda jejum, abstinência sexual e adoração a Deus.
  • Judaísmo: Em seus ensinamentos é contado que o espírito malévolo chamado de dybbuk, volta para concretizar um negócio inacabado e assume o corpo de uma pessoa para atingir seus objetivos. O dybbuk pode ser expulso por meio de um ritual de exorcismo e deixa o corpo através dos dedos do pé.
  • Islamismo: a crença islâmica conta sobre um jinn - um espírito do mal, escravo de Satã - que pode invadir o corpo humano e causar doenças, dor, tormento e pensamentos ruins. Esse jinn pode ser expulso pela pessoa possuída recitando-se passagens específicas do Alcorão.
  • Hinduísmo: as escrituras dos Vedas contam sobre um espírito do mal que pode não apenas prejudicar humanos, mas também ficar no caminho das vontades dos deuses. O tradicional exorcismo hindu inclui rituais como queimar excremento de porco, recitar orações e oferecer doces aos deuses.
Alguns Filmes sobre Exorcismo
  • O Exorcista
  • Horror em Amityville
  • Poltergeist
  • Repossuído
  • Stigmata
  • Almas perdidas
  • O Exorcista: o início
  • O exorcismo de Emily Rose
  • O Ritual

Fontes:

Curiosidade sobre Maquiavel



    Nicolau Maquiavel, em italiano Niccolò Machiavelli, (Florença, 3 de maio de 1469 — Florença, 21 de junho de 1527) foi um historiador, poeta, diplomata e músico italiano do Renascimento. É reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pelo fato de haver escrito sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser. Os recentes estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento fosse mal interpretado historicamente. Desde as primeiras críticas, feitas postumamente por um cardeal inglês, as opiniões, muitas vezes contraditórias, acumularam-se, de forma que o adjetivo maquiavélico, criado a partir do seu nome, significa esperteza, astúcia e, às vezes, até maldade.
     Maquiavel recebeu uma educação diplomática em várias cortes da Europa. Durante dez anos de 1502 a 1512, foi o braço direito de Soderini, o presidente perpétuo de Florença, Tinha tido, portanto, oportunidade para observar o que se passava nos bastidores da política europeia. Reorganizou o Exército florentino; escreveu os discursos de Soderini, e foi o maior responsável por muitos dos seus atos.
     Quando Soderini foi destronado por Lourenço de Médicis, Maquiavel foi submetido à tortura e depois exilado para uma localidade distante cerca de doze milhas de Florença, onde se encontrava bastante próximo para acompanhar a marcha dos negócios de sua cidade natal, mais ainda muito longe para interferir na política dos Médicis. Incapacitado, assim, de tomar parte ativa na política, Maquiavel passava seu tempo a ensinar aos outros como se tornar político de sucesso. Escreveu inúmeros livros sobre a arte de governar, sete sobre a arte da guerra, uma sátira sobre o casamento, uma ou duas peças teatrais e diversas histórias realistas com um acentuado sabor de lascívia. Deixou a moralidade para um lado e, sem rodeios, falou a um mundo de bárbaros cuja a desonestidade era a melhor política. A Cavalaria, que desempenhava na época um importante papel, pareceu-lhe ridícula, e o militarismo sincero uma estúpida farsa. Na guerra, declarou: “nada é honesto e tudo é belo, se precisardes apunhalar o inimigo, sede atencioso para com ele e fazei-o pelas costas”.
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     As ideias de Maquiavel estão claramente expressas na obra “O Príncipe”. Esse livro é o manual da opressão. Maquiavel era um ardente admirador de César Bórgia, e em “o Príncipe” usa esse tirano como modelo de grandeza. Aconselhou o novo príncipe de Florença, Lourenço de Médicis, e todos os outros governantes a empregar os métodos de Bórgia se quisessem apoderar-se do governo de um novo Estado e reter sua soberania sobre ele. Maquiavel não se interessava de nenhum modo pelo bem-estar dos súditos; sua preocupação consistia apenas na grandeza do príncipe. O livro constitui o melhor comentário sobre o estado de moralidade na Europa durante os séculos XV e XVI, embora não tivesse sido escrito com tal intenção.
     Maquiavel fez o que se pedia. Pintou os homens como eles eram naquela época e não como fingiam ser. Realista como era, demonstrou ser a Europa nada mais do que um formigueiro de selvagens. E então, com uma franqueza brutal, explicou aos interessados, na única linguagem que podiam entender, o que precisavam fazer para prosseguir na sua selvageria.
     Deu a um mundo que fingia se ofender com isso, mas que na realidade se regozijava, um novo decálogo de brutalidade e, em seu lugar, passou a pregar o Sermão da Espada.
    Maquiavel, pode ter sido considerado um bárbaro, como o resto dos seus contemporâneos; mas, não foi hipócrita.

Fonte: THOMAS, Henry - A história da Raça Humana, 
Porto Alegre, 3ª edição – Ed. Globo

Finados


1. No dia 2 de novembro se celebra o culto aos mortos ou o dia de Finados. Qual a origem do culto aos mortos ou do dia de Finados?
O dia de Finados só começou a existir a partir do ano 998 DC. Foi introduzido por Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny na França. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica.
2. Como chegou aqui no Brasil essa celebração de 2 de novembro ser celebrado o dia de Finados?
O costume de rezar pelos mortos nesse dia foi trazido para o Brasil pelos portugueses. As igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas.
3. Tem apoio bíblico essa tradição de se rezar pelos mortos no dia 2 de novembro? Como um cristão bíblico deve posicionar-se no dia de Finados?
Nada de errado existe quando, movidos pelas saudades dos parentes ou pessoas conhecidas falecidas, se faz nesse dia visita os cemitérios e até mesmo se enfeitam os túmulos de pessoas saudosas e caras para nós. Entretanto, proceder como o faz a maioria, rezando pelos mortos e acendendo velas em favor das almas dos que partiram tal prática não encontra apoio bíblico.
4. A maioria das pessoas que visitam os cemitérios no dia de Finados está ligada à religião católica. Por que os católicos fazem essa celebração aos mortos com rezas e acendendo velas junto aos túmulos?
Porque segundo a doutrina católica, os mortos, na sua maioria estão no purgatório e para sair mais depressa desse lugar, pensam que estão agindo corretamente mandando fazer missas, rezas e acender velas. Crêem os católicos que quando a pessoa morre, sua alma comparece diante do arcanjo São Miguel, que pesa em sua balança as virtudes e os pecados feitos em vida pela pessoa. Quando a pessoa não praticou más ações, seu espírito vai imediatamente para o céu, onde não há dor, apenas paz e amor. Quando as más ações que a pessoa cometeu são erros pequenos, a alma vai se purificar no purgatório.
5. Existe base bíblica para se crer no purgatório, lugar intermediário entre o céu e o inferno?
Não existe. A Bíblia fala apenas de dois lugares: céu e inferno. Jesus ensinou a existência de apenas dois lugares. Falou do céu em Jo 14.2-3 e falou do inferno em Mt 25.41.
6. Segundo a Bíblia o que acontece com os seres humanos na hora da morte?
No livro de Hebreus 9.27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16.19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus: a) que há consciência após a morte; b) existe sofrimento e existe bem estar; c) não existe comunicação de mortos com os vivos; d) a situação dos mortos não permite mudança. Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14.13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7.13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair.
7. Fora a crença sobre o estado dos mortos de católicos e evangélicos, existem outras formas de crer sobre a situação dos mortos. Pode indicar algumas formas de crer?
Sim.
A) os espíritas crêem na reencarnação. Reencarnam repetidamente até se tornarem espíritos puros. Não crêem na ressurreição dos mortos.
B) os hinduístas crêem na transmigração das almas, que é a mesma doutrina da reencarnação. Só que os ensinam que o ser humano pode regredir noutra existência e assim voltar a este mundo como um animal ou até mesmo como um inseto: carrapato, piolho, barata, como um tigre, como uma cobra, etc.
C) os budistas crêem no Nirvana, que é um tipo de aniquilamento.
D) As testemunhas de Jeová crêem no aniquilamento. Morreu a pessoa está aniquilada. Simplesmente deixou de existir. Existem 3 classes de pessoas: os ímpios, os injustos e os justos. No caso dos ímpios não ressuscitam mais. Os injustos são todos os que morreram desde Adão. Irão ressuscitar 20 bilhões de mortos para terem uma nova chance de salvação durante o milênio. Se passarem pela última prova, poderão viver para sempre na terra. Dentre os justos, duas classes: os ungidos que irão para o céu, 144 mil. Os demais viverão para sempre na terra se passarem pela última prova depois de mil anos. Caso não passem serão aniquilados.
E) os adventistas crêem no sono da alma. Morreu o homem, a alma ou o espírito, que para eles é apenas o ar que a pessoa respira, esse ar retorna à atmosfera. A pessoa dorme na sepultura inconsciente.
8. Como se dará a ressurreição de todos os mortos?
Jesus ensinou em Jo 5.28,29 que todos os mortos ressuscitarão. Só que haverá dois tipos de ressurreição; para a vida, que ocorrerá mil anos antes da ressurreição do Juízo Final. A primeira ressurreição se dará por ocasião da segunda vinda de Cristo, no arrebatamento. (1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.51-53). E a ressurreição do Juízo Final como se lê em Apocalipse 20.11-15.
Fonte: www.cacp.org.br

Charge dia 02/11


fonte: nanihumor

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