
Um trabalhador homem norte-americano típico ganhava cerca de 48 mil dólares anuais, enquanto um profissional de elite recebia cerca de 393 mil dólares anuais. Em 2010, o trabalhador médio viu seus ganhos reduzidos a 33 mil dólares anuais, enquanto o profissional do topo pulou para mais que o dobro, aproximadamente 1,1 milhão de dólares anuais.
Esses dados constam do documentário Inequality for All (Desigualdade para Todos) do economista político Robert Reich, ex-secretário do Trabalho dos EUA e professor da Universidade da Califórnia.
E a desigualdade torna-se mais visível quando se olha para os rendimentos dos mega-milionários. Eles cresceram tanto nas décadas neoliberais que hoje as 400 pessoas financeiramente mais ricas dos EUA possuem mais que metade da população do país, que são os 150 milhões de norte-americanos da base da pirâmide, segundo o economista.
Reich alerta para as consequências dessa realidade: a ampliação da distância entre ricos e pobres está levando ao fim da classe média e irá paralisar a economia, se não for controlada. Para apoiar sua tese, traça todo o desenvolvimento fiscal do país desde a Grande Depressão, e faz isso com louvável ausência de tom professoral.
Fonte: http://www.outraspalavras.net


