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sexta-feira, 21 de junho de 2013

População se manifesta contra altos investimentos para a Copa, no dia da estreia da Copa das Confederações em Fortaleza

Nesta quarta-feira (19), dia em que a cidade de Fortaleza, no Ceará, recebe sua primeira partida de futebol pela Copa das Confederações com participação da Seleção Brasileira, a população fortalezense organiza o ato "+ Pão – Circo: Copa para quem?” para protestar contra os altos gastos com as obras para a Copa do Mundo 2014, enquanto a população sofre com a falta de investimentos em áreas básicas como saúde, educação e segurança.

"Não vamos reivindicar, pois o investimento já está feito, mas mostrar ao governo que não nos calamos diante dos investimentos absurdos na Copa enquanto não temos o básico, que é educação, saúde e segurança. [vamos] Mostrar a nossa voz gritando que queremos mais pão e menos circo”, ressaltam na página do evento.

Esta semana, muitos protestos tomaram as ruas de várias cidades brasileiras com reivindicações que vão desde a redução do reajuste de tarifas de transporte público, segurança e gastos bilionários com a Copa, a população de Fortaleza promete realizar um grande ato, na estreia da Seleção e da Copa das Confederações na cidade. Até a tarde de hoje, mais de 33 mil pessoas já haviam confirmado presença na manifestação organizada através da rede social facebook.

A concentração começará às 10h no pátio do Makro localizado à Av. Alberto Craveiro, com acesso também pela BR 116, e pretende seguir até a Arena Castelão.

Os/as organizadores/as pedem que os/as participantes "zelem pela integridade de todos” e realizem um ato pacífico, sem vandalismo e nenhum tipo de agressão. Também estão dividindo comissões específicas para aqueles/as interessados/as em contribuir com segurança, comunicação, agitação e propaganda, saúde e externa que auxiliará na parte jurídica se necessário.


Impactos das obras da Copa


Em Fortaleza, a estimativa é que cerca de 5 mil famílias em mais de 20 comunidade sejam removidas para dar lugar às obras de mobilidade urbana. No entanto, elas reclamam da falta de informação e diálogo com as comunidades, baixas indenizações e sobre o modo que são implantadas as obras e são feitas as remoções.

No último dia 14, na véspera da abertura da Copa das Confederações no Brasil, a relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre moradia adequada disse que os megaeventos esportivos podem ser uma oportunidade de trazer melhorias para a população das cidades-sedes dos jogos, através de investimentos em sistemas de transportes, vias urbanas e acesso à moradia, por exemplo. Mas, ela também reconheceu que no meio deste processo muitos governos promovem despejos e deslocamentos forçados, além de pagar baixas indenizações que dificultam o reassentamento dessas famílias, podendo levar ainda a criação de novos assentamentos informais em condições inadequadas que acentuarão a desigualdade e aumentarão os índices de pobreza.

Em maio, uma equipe de auditores federais fez uma visita técnica à cidade para identificar as possíveis violações de direitos humanos, como o direito ao trabalho, à moradia e ao acesso à informação, decorrentes da execução das obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo. Na ocasião, o auditor André Marini ressaltou que as denúncias de violações se repetem em várias cidades do país.

Adital

Copa para quem? - Mesmo com repressão policial, protesto em Fortaleza reuniu mais pessoas do que jogo Brasil x México


Cerca de 80 mil pessoas participaram ontem (20) da manifestação +Pão –Circo: Copa para quem? em Fortaleza, Ceará, para protestar contra os investimentos bilionários utilizados na construção de estádios para a Copa do Mundo (2014), enquanto a população sofre com a estrutura precária na moradia, saúde e educação. Apesar do caráter pacífico, os/as manifestantes foram recebidos de forma truculenta pela polícia militar, que impediu a todo custo que a manifestação chegasse perto da Arena Castelão, palco do jogo de estreia da Copa das Confederações na cidade, que possui 63.903 lugares.
Os relatos dos abusos cometidos pela polícia são inúmeros. Em um dos casos, um vídeo flagra o momento em que os policiais reagiram ao canto pacífico do Hino Nacional com o lançamento de bombas de gás lacrimogêneo, surpreendendo os/as manifestantes. Em outro momento, um participante, munido apenas de cartazes e que tentava dialogar com os policiais, foi algemado e detido sem motivo aparente. No total, oito pessoas foram detidas e várias ficaram feridas.

Para André Lima, integrante do Comitê Popular da Copa de Fortaleza, a ação da polícia militar já era esperada, uma vez que, segundo ele, o governador do Ceará, Cid Gomes, já vinha anunciando que "qualquer manifestação seria duramente reprimida”.

Apesar disso, André afirma que a manifestação foi "muito positiva”, já que conseguiram pautar a imprensa nacional e até internacional, e levantar questionamentos sobre a Copa e as prioridades do governo. "Conseguimos nos manifestar numa situação totalmente adversa. Superou totalmente as expectativas”, comentou.



Ele ressaltou que o objetivo da manifestação é "fazer com que o governo ouça nossas reivindicações sobre a questão da Copa, remoções de famílias para a construção da linha do Veículo leve sobre trilhos (VLT) e gastos públicos exorbitantes para a Copa que deixam sem recursos para educação e saúde”. André comentou que a tendência é aumentar também a resistência para a construção do Acquário do Ceará, projeto que prevê investimento milionário para um aquário com fins de atrair turistas.

Vem pra rua

Com cara pintada, os/as manifestantes, em sua maioria jovens, constantemente entoavam o brado "Vemprarua" e incitavam a população a se juntar aos protestos que visam mudar o Brasil.

Milhares de cartazes com dizeres como "Enquanto a bola rola falta saúde, falta escola”, "Vandalismo é a seca no Nordeste, é a fome, é a corrupção” e "Saúde e educação padrão Fifa” davam o claro recado aos governantes que a população exige mais investimento em áreas básicas, assim como são feitos investimentos em estádios de futebol. O fim da corrupção também foi outro tema dos protestos.
Adital