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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Lá e aqui: comércio é igual

Nos Estados Unidos, após a matança de 27 pessoas feita por um jovem em uma escola, aumentou absurdamente a quantidade de pessoas comprando mochilas à prova de bala para estudantes.

Esta informação vinda dos Estados Unidos me fez lembrar de uma história que me contaram, que não sei se é verdadeira, mas que ajuda a pensar naquilo que está acontecendo no lado norte da America.

Havia um arrematante de leilão que em certa ocasião comprou um lote inteiro de guarda-sóis. Lógico que este tipo de comerciante busca sempre comprar com menor preço para depois vender com lucro razoável. 


Então este sujeito encaminhou-se até o litoral a fim de vender o lote de guarda-sóis. Conseguiu vender um e outro, mas não como gostaria de ter vendido, pois os comerciantes litorâneos não queriam comprar, pois já tinham seus estoques. 

Daí o arrematante teve a seguinte ideia: de contratar umas dez pessoas para que fossem até as lojas daquele lugar, para comprar guarda-sol de determinado modelo. Como as lojas não tinham aquele modelo solicitado pelos pseudo-clientes, acabavam não efetuando venda nenhuma. 

No dia seguinte o arrematante voltou às lojas e vendeu todo o seu lote de guarda-sóis. Elementar!

Voltando à notícia norte-americana, que se refere a venda de mochilas à prova de bala, com preço entre 300 e 500 dólares, podemos perceber a avidez comercial dos empresários de mochilas à prova de bala. Diante deste movimento comercial surge o círculo negativo da necessidade de segurança, isto é, quanto mais se reprime mais violência e mais lucro. E viva o mercado! E viva os aproveitadores! Bem, idolatrar o mercado não é coisa só dos norte-americanos. Isso sabemos fazer aqui no sul também!


Mauro Feijó




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