Como comprar o novo ainda é um privilégio de poucas pessoas e o comércio também precisa dos consumidores menos endinheirados, então de forma capciosa os “marketeiros” e publicitários encontraram na palavra seminovo uma forma de sugerir para esses consumidores que eles podem levar o novo para casa. E assim acontece!
Não dá para negar que é uma palavra simpática, de fácil pronúncia, até de certo modo sedutora, senão vejamos: você prefere comprar um carro usado, um carro de segunda mão ou um carro seminovo? E uma casa usada? Nossa, uma casa aonde viveram pessoas estranhas... Mas que tal uma casa seminova? Faz toda a diferença, né?! Assim as coisas velhas que até podem não ser tão velhas ganham um conceito que as denominam como coisas quase novas, ficando escondido ou nas entrelinhas que são coisas usadas.
Tenho a impressão que os proprietários de briques, brechós, sebos entre outros, ainda não descobriram o poder da palavra seminovo, pois os nomes destes comércios, nem de perto têm o poder chamativo que tem o conceito seminovo.
Finalizo dizendo que o conceito seminovo é utilizado para vender o “velho”, que até pode não ser tão velho, mas com certeza não é novo, pois depois que algo é utilizado não é mais novo. Que o conceito seminovo não dá nenhuma garantia sobre o estado do produto. Portanto, avalie bem quando for comprar o seu seminovo.
Mauro Feijó
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