Em tempos idos, quando eu ainda frequentava o ensino médio, havia um professor de matemática que chamava minha atenção por algumas peculiaridades. Vou comentar uma delas: ele dizia que quando a gente não entendia devidamente algum problema matemático, seria interessante que quando fosse dormir, adormecesse pensando no problema, pois no dia seguinte encararia o problema de forma diferente, quem sabe até tendo solução para ele.
Obviamente que apesar do conselho inusitado e interessante, eu não tinha muitas condições de levar a sério aquela dica, pois meus conhecimentos de psicologia e psicanálise eram parcos. Hoje, depois de muitos anos de estudos, percebo quão vanguardista era aquele professor.
Se aquela sugestão fosse dada de uma forma mais técnica, poderia ser assim: a experiência subjetiva que aparece na consciência durante o sono e que, após o despertar, chamamos de sonho é, apenas, o resultado final de uma atividade mental inconsciente durante este processo fisiológico que, por sua natureza ou intensidade, ameaça interferir com o próprio sono.
Aprendi em filosofia clínica que sempre que nossa malha intelectiva retoma o mesmo pensamento, o caminho neuronial ou as sinapses sempre se modificarão. Sendo assim, a estação de destino (a conclusão do pensamento), poderá ser outra.
Portanto, com muito mais clareza, reconheço a eficácia da dica do velho professor. E mais, também a recomendo, ou seja, eventualmente, leve seus problemas para cama.
Mauro Feijó
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