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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Não basta só ser professor

Não basta só ser professor. É preciso muito mais que isso, pois ser professor é fácil, basta cursar uma faculdade, que hoje em dia pode ser até à distância, e se formar. Pronto, já sou professor!

Mas insisto que só isso não é suficiente, pois é necessário que a sua existência como professor seja acolhida, que alguma instituição o receba, que os alunos, diretores, professores, funcionários e toda a comunidade dessa instituição por atos e palavras diga: seja bem-vindo neste lugar, pois precisamos de ti aqui, aqui tu és importante. Isso faz toda a diferença, pois ser reconhecido como pessoa na sua existência de professor, com suas diferenças e singularidades faz com que o professor se sinta respeitado. E quando o aluno pergunta ao professor o que não sabe, quando os organizadores da escola dizem: essa escola precisa de ti professor; quando os pais dizem que seus filhos gostam muito de ti professor; quando o colega te convida para um trabalho em conjunto, daí sim, a docência está sendo valorizada, a pessoa passa a ser muito mais do que só professor. Quando o professor é acolhido inteiramente, ele tem toda a sua humanidade respeitada e promovida, ele passa a ser muito mais valorizado como pessoa.

Mauro Feijó

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