Pensando sobre o meu ser, este eu já configurado e configurando-se sempre, como já fora e como serei ainda, do que necessitei para chegar onde estou e, ainda inacabado... Entendo que antes de formatar meu ser no que ele é, bem antes disso, precisei estar... Estar numa família, numa sociedade (escola), num estado, isto é, precisei estar num lugar, para só depois vir a ser o que sou. Há uma precedência do estar em relação ao ser. Não existe o "eu-sou" sem que tenha havido o "eu-estou". Por isso, antes de pensar sobre o que sou, preciso entender onde estou e onde estive. Entender que estou inserido em categorias de tempo e lugar. Que há um tempo cronológico e histórico, que é o meu tempo de onde estou inserido. Que há um lugar onde estou posto, como ser vivente dentro de um contexto, que há coisas e pessoas que me rodeiam, colaborando e influenciando na formação daquilo que eu sou. Portanto, preciso estar cônscio da proximidade entre o que "sou" com o "estou". É uma dualidade de dependência entre essas duas condições, ou seja, antes estou, depois sou.
Mauro Feijó
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