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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Coisas da imaginação


Vivenciando o clima natalino minha cabeça se encheu de fantasias, pensamentos mágicos, presentes, Papai Noel, duendes, histórias de faz de conta... Ops! Faz de conta?! Agora invadem meus pensamentos, a realidade da educação brasileira e sua relação com os governantes, MEC e políticos diversos, afinal tem tudo a ver com faz de conta.

A fantasia me convida a um exercício imaginário bem interessante, pena que imaginário e fantasioso, mas que faz pensar muito sobre a realidade educacional do Brasil. Imagino que cada professor fosse, ao invés de docente, um jogador de futebol, que seu diretor fosse o presidente de um clube e, obviamente no lugar da escola, estivesse o clube de futebol. E que toda a comunidade escolar fosse a torcida deste clube.

Neste contexto futebolístico/educacional e inusitado, podemos vislumbrar que o salário do professor não seria mais problema, pois ele teria além do salário na carteira, o contrato de imagem. Quanto ao valor do contrato, deixa a mídia divulgar, não é assim que funciona?!

Outra questão que deixará de ser problema, é que o professor imediatamente passa a ser ídolo dos adolescentes e certamente vai agradar também aos pais dos mesmos, em se tratando de um bom jogador. Se por acaso ele marcar algum gol, levará seus torcedores à loucura, ao delírio... Esse jogador quando não renovar contrato e precisar ir embora, deixara muitas pessoas tristes e saudosas.

Se esse jogador for convocado para a seleção brasileira será o máximo, pois terá sua eficiência e qualidade reconhecidas, portanto valerá muito mais, tanto para o clube quanto para a torcida.

O professor/jogador agora faz parte do inconsciente do povo brasileiro, afinal o Brasil é o país do futebol. Não é por acaso que somos penta campeões mundial. Nossa, que orgulho em viver no país do futebol.

Ainda bem que sou brasileiro e não argentino, pois nossos amigos “hermanos” estão em condições bem inferiores a nossa no ranking do futebol mundial, eles são apenas bi campeões, estão muito atrás de nós. Como a Argentina é nossa maior rival, devo dizer que temos motivos de sobra para comemorar.

Só que na realidade educacional, a Argentina nos supera, embora tenha a maioria de suas escolas sucateadas, lá os alunos aprendem muito mais do que os alunos brasileiros, lá a excelência no ensino está bem mais adiantada que a nossa. Mas isso não é problema, imagina! Afinal, nosso futebol é muito melhor que o deles.

Porém, se algum dia o professor brasileiro vier a ser valorizado e reconhecido como ele merece, daí também teremos a melhor educação do mundo, senão do mundo, pelo menos melhor do que a dos "hermanos" argentinos.

Mauro Feijó

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